Ambulatórios das unidades orientaram pacientes e colaboradores sobre prevenção, acolhimento e acesso ao tratamento gratuito pelo SUS
O Hospital Estadual de Formosa (HEF) e a Policlínica Estadual da Região do Entorno – Formosa, unidades do Governo de Goiás administradas pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), realizaram recentemente ações educativas voltadas à conscientização sobre o alcoolismo e o uso de outras drogas. As atividades aconteceram nos ambulatórios das duas unidades e reuniram pacientes e colaboradores em um momento de orientação, escuta e diálogo.
Com o objetivo de promover informação qualificada e combater o preconceito, as palestras abordaram os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, além de apresentar caminhos para prevenção, tratamento e a importância do apoio familiar durante o processo de recuperação. A iniciativa reforça o compromisso das unidades com a promoção da saúde e o cuidado integral da população atendida.
Durante os encontros, foi destacado que o alcoolismo deve ser compreendido como uma questão de saúde pública, e não como falha de caráter. A dependência química foi apresentada como uma condição caracterizada pela perda de controle sobre o consumo de substâncias, mesmo diante de prejuízos pessoais, familiares e profissionais.
No HEF, a ação foi conduzida pela equipe do ambulatório, que promoveu orientação direta aos pacientes, com a entrega de materiais informativos e esclarecimentos sobre os principais riscos do consumo abusivo de álcool. Os profissionais também reforçaram cuidados relacionados à saúde física e mental, destacando sinais de alerta para a dependência e a importância de buscar acompanhamento especializado. A atividade priorizou o acolhimento e a escuta, fortalecendo o vínculo entre equipe e pacientes e ampliando o acesso à informação de forma humanizada.
Na Policlínica, a palestra foi ministrada pelo médico psiquiatra Fernando Maurício Loyolla, que explicou de forma didática o funcionamento do sistema de recompensa do cérebro e como substâncias psicoativas estimulam mecanismos ligados à sensação de prazer. Segundo ele, com o uso contínuo, o consumo deixa de estar relacionado apenas à busca por satisfação e passa a ocorrer para evitar o desconforto provocado pela abstinência.
Também foram apresentados os impactos do álcool na saúde física e mental, como doenças hepáticas, cardiovasculares e transtornos psicológicos. Entre os sinais de alerta para a dependência, foram citadas mentiras frequentes, tentativas frustradas de interromper o consumo e a continuidade do uso mesmo diante de consequências negativas.

Em ambas as unidades, os participantes tiveram espaço para tirar dúvidas e compartilhar experiências, fortalecendo o acolhimento e a troca de informações seguras. Ao final, foi reforçado que há tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive por meio dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) e de grupos de apoio como os Alcoólicos Anônimos (AA). Buscar ajuda, segundo os especialistas, é um ato de coragem e o primeiro passo para a recuperação.
